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Brasil : “Vai descer motorista!”

Por Renato Spadini Jr.Professor de História pela PUC A era Neoliberal se instala no Brasil a elite econômica, intelectual e política se torna cada vez mais confiante e senhora do país, cada vez teme menos em expor suas ideias de forma clara, tirar direitos dos trabalhadores, abandonar as causas sociais e entregar o país para o capitalismo internacional. O discurso se funda na geração de empregos e enxugamento da máquina administrativa estatal. De outro lado temos uma extrema direita, quase circense, que pratica um populismo escrachado com opiniões radicais e polêmicas vazias que atraem a atenção dos mais simplórios ou mal intencionados. E ainda temos uma esquerda burguesa desunida e sem um discurso forte, viúva do populismo “Lulista” que está em “cana” mais por questões políticas, do que pelas denúncias de corrupção. E no meio disso tudo um povo perdido, ignorante e fustigado pela miséria, sem perspectivas reais. Uma classe média que se nega a aceitar sua condição de povo, sonhando, sempre, em ser elite e se vendendo cotidianamente para preservar suas migalhas gordas que …

Muito antes da globalização

Por Sylvio Micelly Na metade final dos anos 90, século e milênio passados, uma iniciativa do jornalista Sergio Pires fez com que surgisse O Bairro. O periódico, que teve cerca de uma dúzia de edições, tinha como missão “Pensar globalmente, agir localmente“, célebre ensinamento do sociólogo alemão Ulrich Beck.Era um outro período. A internet caminhava a passos lentos, ainda era discada e cara, o que restringia o acesso às madrugadas. Redes sociais, no máximo, era uma agenda com alguns contatos importantes, muito antes do termo networking. À época, a diagramação dos jornais era híbrida, parte em programas de computação avançados para aqueles anos, parte ainda feito na unha, em notívagas sessões de past-up. Algo, porém, não mudou. Sergio Pires anteviu que o mundo seria globalizado e que discutiríamos as desavenças do Irã e dos Estados Unidos ou a mudança de rumos do mais novo casal real britânico. Mas… os problemas que realmente nos afetam – saneamento, buracos nas ruas, segurança etc – seriam relegados às planilhas estatísticas e aos discursos das campanhas políticas. O jornal cumpriu seu papel …

Bancos e Governo dizem: “Quem quer $$”, mas quem precisa não recebe

Desde o inicio da pandemia do Covid-19 medidas dos Governo Federal, Municipais e Estaduais junto com os bancos, iniciaram uma série de medidas de crédito para as pessoas e as empresas. Demorou para que o auxilio de R$ 600 fosse aprovado, pois o valor proposto inicialmente era de R$ 200 e ainda assim, pessoas se aglomeram para tentar fazer o cadastro para aguardarem ainda a aprovação para receber o auxilio. Já para as empresas o Governo agiu mais rápido, mas as exigências são grandes e não incluem empresas endividadas que estão fadadas a falência imediata. Mas não era tão simples assim, um probleminha se quer no CPF e nada feito, a pessoa não recebe, pois seu cadastro não é aceito. Na última quarta-feira, dia 15, o juiz federal Ilan Presser, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), suspendeu a exigência de regularização do CPF para que a pessoa possa receber o auxílio emergencial de R$ 600. Mesmo assim, as filas nas agências não diminuíram, pois falta acessibilidade e informações às pessoas que mais precisam …

As vontades e os desejos

Nestes momentos em que o mundo está passando por esta epidemia do Covid-19, muitos estão ignorando a quarentena, outros estão exagerando em termos de cuidados pessoais e se negam até a saírem de seus quartos, mas o fato é que estamos passando por uma mudança de paradigma da forma como vivemos. Após este período que alguns falam que vai levar mais um ou até dois ou três meses de clausura, ou seja, em que toda a economia para e as pessoas não podem ir às ruas, exceto a serviços essenciais, os cuidados pessoais na forma como as pessoas se convivem deve mudar. Ainda não sabemos como será esta nova construção de identidade social que deverá ser desenvolvida, mas é certo que nunca mais seremos os mesmos. Com certeza serão desenvolvidas novas leis e obrigações que deveremos seguir. Talvez cada pessoa deverá andar com sua máscara pessoal, nos restaurantes, novas obrigações de higiene e de atendimento deverão ser estabelecidas para que as pessoas possam ter segurança em consumir os alimentos no local. Enquanto isto, as pessoas …

Por novos Centros Esportivos nas periferias

Sesc até há pouco tempo permitia que pessoas que não trabalhavam no comércio ficassem sócias. Hoje é proibido e com poucos clubes municipais disponíveis, jovens, adolescentes e adultos não têm onde ir para praticar algum esporte. Lá no final dos anos 80, todas as crianças, jovens e adultos faziam enormes filas para frequentar os Centros Esportivos, que hoje não são tão frequentado como antes. Estes espaços não são tão atrativos para a população e os frequentadores destes locais diminuíram nos últimos anos, por falta de investimento das últimas prefeituras. Faço tal afirmação por ter sido sócio durante anos destes centros esportivos, como o Centro Esportivo Ibirapuera, o CEI como era conhecido pelos seus frequentadores. O mesmo acontecia nos demais clubes, como o Joerg Bruder em Santo Amaro. E a causa deste descuido não tem partidos políticos é descaso de todas as prefeituras anteriores. Lembro quando a prefeita Luiza Erundina (1989-1993) assumiu a prefeitura e acabou com o campo de futebol principal deste clube para construir um Sacolão Popular em Santo Amaro. Foi um fiasco danado, …