Todos os posts em: Opinião

Paulo, o terrorista Talibã

São chocantes as imagens, a cada semana, registradas no Afeganistão. Não é possível passar os olhos e não se sensibilizar. Pessoas caindo de aviões, mulheres sendo agredidas. Imaginamos nossas mães, esposas e filhas passando por aquilo. Durante esta semana, conversei com uma das pessoas com quem estudo a Bíblia. Ela estava com o coração pesado por conta do momento atual da humanidade, e o Talibã só piorou sua angústia. Entram neste contexto o nosso Brasil e tudo o que estamos vendo por aqui. Tivemos uma grata surpresa ao longo da conversa: Jesus Cristo pode transformar o coração de um terrorista. E ele já fez isso com alguns deles, dentre os quais Paulo, o apóstolo. Antes de ter seu coração transformado, Paulo equiparava-se a um terrorista do Talibã – religioso radical extremista de um grupo chamado de fariseus, ele aparece como tal pela primeira vez no livro de Atos. Paulo: Cria que somente o seu Deus – que era o Deus do povo judeu – era o Deus verdadeiro; Seguiu à risca todos os rituais prescritos …

A importância do jornalismo na era da informação

A principal função do jornalismo é informar.  Em tempos em que as novas tecnologias ampliaram o acesso às informações, onde todos conseguem consumir conteúdos na palma da mão, a forma de transmitir essas informações mudaram. Antes o jornalista pautava, apurava e produzia sua matéria. Hoje, com a velocidade de informações circulando, tudo ficou mais corrido, prejudicando muitas vezes a qualidade da apuração de uma notícia. Pensando nisto, o jornal O Bairro continua a fazer o jornalismo trivial, ou seja, bem estruturado, seguindo o Manual de Redação da Folha de São Paulo e também com algumas regras do Manual de Redação do Jornal O Estado de São Paulo. Os dois manuais são escolas de jornalismo, para compor a notícia nos padrões estruturais, utilizando a técnica da pirâmide invertida, com todos os elementos do lide no primeiro parágrafo, com sublide e complemento do texto. É importante que, em tempos em que todo mundo pode fazer jornalismo, o jornalista possua consciência da sua responsabilidade social. Ainda é (e sempre será) importante apurar os fatos, checar a notícia, ouvir …

A quem interessa a Reforma do Ensino Médio

As políticas neoliberais para a educação, impulsionadas a partir do golpe de 2016. Por Bárbara PontesDo Expresso Periférico A reforma do Ensino Médio foi proposta em setembro de 2016, logo após o golpe que depôs a presidenta Dilma Rousseff e instituiu o golpista Michel Temer como presidente. Sob comando de Mendonça Filho no Ministério da Educação, a reforma propôs a redução da carga horária das disciplinas gerais do Ensino Médio, tornando obrigatórias apenas Português e Matemática. Instituiu os itinerários formativos (especialização dentro de uma das áreas do conhecimento ou ensino técnico profissionalizante); tornou Inglês disciplina obrigatória como língua estrangeira; permitiu o notório saber para a prática docente, sem a necessidade de diploma em licenciatura; ampliou a carga horária total do Ensino Médio e permitiu que parte do ensino fosse oferecido na modalidade à distância. Além disso, a proposta inicial retirava a obrigatoriedade de Artes, Educação Física, Sociologia e Filosofia.   A reforma foi proposta no bojo das políticas neoliberais de austeridade fiscal impulsionadas a partir do golpe de 2016. Vale lembrar que no mesmo período foi …

Sobre a volta da ditadura

Renato Spadini Jr.Professor de História formado pela PUC Tais empréstimos além de patrocinarem o “Milagre Econômico”, ou seja, o exaltado crescimento de 12% ao ano que só serviu para enriquecer as elites. E também financiar obras faraônicas, símbolos de uma pretensa grandiosidade que só existia na mente dos tolos ou dos mal intencionados. Não ocorreram investimentos relevantes para o desenvolvimento social, a economia cresceu, mas não houve distribuição de renda, as diferenças entre ricos e pobres aumentaram, analfabetismo e mortalidade infantil eram mazelas que atingiam a maior parte da população, citando apenas as mais vexatorias. Havia emprego, mas o salário era baixo principalmente para os trabalhadores com pouca ou nenhuma especialização, ou seja, a maioria. Os direitos de expressão foram retirados e quem falasse o que o governo não quisesse ouvir passava a cometer os absurdos crimes políticos que eram tratados por torturadores com violência física, psicológica e a morte. Os crimes comuns resolvidos com violência descomunal e marginal, pois quem agia eram os grupos de extermínio, como por exemplo o Esquadrão da Morte. A …

A romantização do subemprego como empreendedorismo

No inicio dos anos 2000 fui contratado por uma entidade comercial para publicar um jornal empresarial. Durante a reunião de pauta o presidente da entidade sugeriu o grande tema “Empreendedorismo”, era uma palavra que começava a ser entoada pelos empresários e líderes governamentais como a principal política neoliberal. Naquela época, no inicio do governo Lula, não tínhamos a real definição da palavra, muito menos da política e das reformas trabalhistas e principalmente da maior crise política do país agravada com a pandemia, que transformou a palavra “empreendedorismo”, como uma nova roupagem para definir “subemprego”, ou em outras palavras, o desemprego. Fiz uma matéria enorme com vários exemplos de “empreendedores” que faziam empréstimos de R$ 2 mil para comprar um carrinho de pipocas. Anos mais tarde, a ficha caiu. Tudo que estamos assistindo na grande mídia e também nos discursos de várias autoridades nada mais é que a “romantização” de uma das maiores crises já vividas no Brasil. Afirmar que vender bolos, marmitex, sanduiches, são os novos empreendedores é uma das maiores mentiras veiculadas pela televisão. …