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Voluntários do Bezerra de Menezes socorrem moradores de rua da região

Entidade distribui cerca de 100 marmitas diariamente para as pessoas que estão sem moradias no entorno da Avenida Cupecê.

Enquanto a Prefeitura de São Paulo reduz a alimentação para a população carente fechando os restaurantes Bom Prato nos finais de semana, as entidades sociais da região continuam seu trabalho em prol das pessoas em situações de vulnerabilidade. Entre elas, a instituição Grupo Socorrista Bezerra de Menezes, que distribui cerca de 100 marmitas para a população de rua em todo o percurso da Avenida Cupecê, além de roupas, produtos de higienes e cobertores. Tudo por meio de trabalho voluntariado, cujo objetivo mais importante é ajudar ao próximo.

Voluntários do Bezerra de Menezes distribuindo mantimentos

Um destes voluntários é Clovis Lopes, que atua como voluntário todas as quintas-feiras percorrendo toda a Avenida Cupecê distribuindo as marmitas. De acordo com Lopes, antes da Pandemia, a entidade Bezerra de Menezes atendia os moradores de rua em sua sede, com alimentação e a utilização dos vestiários para tratar da higiene pessoal dos moradores, porém, com a chegada da pandemia, este trabalho teve que ser suspenso temporariamente. “Conhecíamos cada morador que frequentava o local, então tivemos que ir para a rua procura-los para levar alimento a estas pessoas”, disse Lopes.

 A alimentação é diária, porém a distribuição de agasalhos, cobertores e produtos de higiene acontece aos finais de semana.  Lopes informa que a situação das pessoas em situação de vulnerabilidade pioraram nos últimos dois anos por conta da pandemia, além de aumentar o número de moradores de rua. “Percebemos que eles pioraram muito. Alguns se entregaram ao vício da bebida, outros estão sem controle algum, ou seja, perderam a esperança, pois não apoio e nem uma política pública referente a estas pessoas”, comentou.

Lopes diz ainda que o maior problema com os moradores de rua é o alcoolismo. “Em alguns lugares, há muitas drogas, mas na região do entorno da Cupecê o álcool é o maior problema e percebemos que a maioria destas pessoas possui cerca de 40 anos. A crise escancarou ainda mais o problema que já existia e piorou. Em todos estes anos de trabalho não vimos a ação do Poder Público junto a estas pessoas”, lamentou.

O voluntário informa que a entrega de alimentos acontece duas vezes ao dia, pela manhã o almoço e à tarde a janta. “Percebemos que tem muitas pessoas novas, pois fazemos a rota da Avenida Cupecê até o condomínio Jaú no Jardim Miriam e já conhecemos a maioria destas pessoas, Alguns conhecemos há anos e continuam na mesma situação de rua”, relatou.

Uma destas pessoas é Verônica Cabral Salgado, de 31 anos, que está em situação de rua há seis anos, sempre na região. Atualmente está acampada em uma barraca na Praça Lígia Maria Salgado Nóbrega, espaço mais conhecido como Feira Livre da Cidade Ademar. “Este pessoal sempre nos ajuda desde o inicio da pandemia, com alimentação e agasalhos, são pessoas abençoadas”, agradeceu ao receber um cobertor.

Giberson Franca Ananias Lino, de 45 anos, é outro morador de rua da região que recebeu apoio. Resolveu morar na rua há dois anos após problemas familiares. “Morava na Vila Campestre, e resolvi sair de casa e morar na rua. Tinha várias ocupações, como pintor, pedreiro e eletricista. Hoje sou trabalhador da área de materiais recicláveis. A única coisa que posso falar é: Deus abençoe estas pessoas que nos ajudam”, finalizou.

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