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Comunidade árabe chega a mais de 4 mil – Conheça a Mesquita da Misericórdia, a referência islâmica do bairro

Mesquita da Misericórdia, um dos templos mais belos da região – Inaugurada em 1977.

Extima-se que o número seja bem maior referente ao último censo de 2010. Atualmente a comunidade de mulçumanos da Líbia, Palestina, Moçambique, Angola e de vários países da África. Muitos moram aqui na região, em um raio de 5 km, que abrange toda a Cidade Ademar, Pedreira, Santo Amaro, centro de Diadema até o Jabaquara.

De acordo com os dados do último censo realizado pelo IBGE em 2010, a região da Cidade Ademar possui mais de 4 mil árabes. A maioria de origem mulçumana se encontra na “Masjid”, ou “Mesquita da Misericórdia” localizada na Avenida Yervant Kissajikian, 1130, na Vila Joaniza. No último dia 25 de junho, foi comemorado o Dia do Imigrante, e a reportagem do jornal O Bairro conversou com o Sheik Caido Bashir que explicou a importância da comunidade árabe no local e os serviços prestados à comunidade.

A Mesquita da Misericórdia foi fundada em 19 de Setembro de 1977 e é identificada também como SOBEM (Sociedade Beneficente Muçulmana Beneficente Muçulmana), entidade civil sem fins lucrativos de âmbito religioso, composta por um ilimitado número de sócios individuais, de várias nacionalidades, que professam a fé islâmica.

O jornal O Bairro conversou com Sheik Caido Bashir, que é um dos líderes religiosos da Mesquita, desde 2016. Natural de Moçambique está no Brasil há 11 anos, e já fala português fluente. “No inicio dos meus trabalhos fui atuar no estado do Paraná, até assumir este posto”, comentou.

Bashir contou um pouco da história da Mesquita, cujo terreno foi adquirido ainda nos anos 70, tendo a “pedra fundamental” inaugurada em 1971, mas inauguração aconteceu em 19 de setembro 1977. O Sheik explicou que para atender a toda a demanda dos mulçumanos locais, há ainda outra mesquita em Itapecerica da Serra. “lá, tem ainda o com o cemitério Islâmico, por conta de um princípio religioso a ser seguido em uma área islâmica e uma área comum”, relatou.

Sheik Caido Bashir mostra a placa de inauguração da Mesquita

A Mesquita Misericórdia foi inaugurada por imigrantes árabes e libaneses da região nos anos 70. “Antes aqui era conhecido por ser uma grande chácara. Foi comprado um terreno e construíram a Mesquita e o Colégio dentro do terreno”, informou.

Hoje a comunidade islâmica da região realiza diversas ações no bairro, voltada para os mulçumanos e não mulçumanos. “Tem pessoas que trazem receitas médicas e nós providenciamos os medicamentos ou distribuição de cestas básicas”, disse.

Pandemia – Devido à pandemia da Covid-19, as ações ficaram um pouco mais restritas. A capacidade da mesquita foi reduzida em 40%. Nas sextas-feiras, as pessoas com algum tipo de vulnerabilidade, as mulheres, crianças e idosos, são aconselhados a não comparecerem, pois é o dia que mais lota.

Teto da Mesquita com sua arquitetura e arte sacra

Nos dias da semana a Mesquita está aberta apara as cinco orações diárias de aproximadamente 10 minutos cada, sempre voltado para Meca. Nas sextas-feiras, é realizada uma palestra de 45 minutos que começa pontualmente às 13h.

O Sheik informa que a Mesquita realiza outras ações como aulas de árabe para mulçumanos e não mulçumanos. Hoje as escolas estão abertas e temos aulas online para os adultos. Tem ainda a aula de Alcorão, que acontece na semana das 16h30 às 17h30.

Comunidade – Hoje o número de mulçumanos na região é de aproximadamente quatro mil pessoas, de acordo com o último censo, mas este número pode ser bem maior, levando em consideração a onda imigratória de árabes e africanos mulçumanos que chegaram ao Brasil nos últimos anos. “Atualmente temos mulçumanos da Líbia, Palestina, Moçambique, Angola e de vários países da África. Muitos moram aqui na região, em um raio de 5 km, que abrange toda a Cidade Ademar, Pedreira, Santo Amaro, centro de Diadema até o Jabaquara. A maioria é de comerciantes”, informou o Sheik.

Vejas fotos da Mesquita

1 comentário

  1. Ednalva Alves Barbosa diz

    Boa tarde, Sergio.
    Gostamos muito da reportagem, pois nos trouxe informações sobre a Mesquita e os serviços prestados pela comunidade árabe.
    Estamos compartilhando.

    Curtir

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