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Industriais da região debatem propostas para fortalecer o setor

  Ações locais com visão global e integração das cadeias de valores são prioritárias para reposicionamento da indústria no contexto da Manufatura Avançada, cujo advento foi antecipado pela pandemia. Rafael Cervone, vice-presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), manteve reunião virtual, na tarde desta terça-feira, 13 de abril, com empresários da área compreendida na Distrital Sul do Ciesp. Salientou ser prioritário o fortalecimento do setor para a recuperação da economia, conforme se observa em vários países.

Informando que, na próxima segunda-feira, 19 de abril, participará de reunião remota do B 20, braço da iniciativa privada no G20, na qual serão abordadas soluções globais para o enfrentamento da pandemia e retomada econômica, Cervone enfatizou que “todos os caminhos nesse sentido passam pelo fortalecimento da indústria”. Citou que, conforme constatou em encontros anteriores do grupo, os europeus devolverão impostos às empresas do setor, para que possam investir em soluções inovadoras voltadas à retomada econômica, geração de empregos e recuperação dos danos causados pela Covid-19.

 Outro exemplo refere-se aos Estados Unidos, onde o Governo Biden está aportando US﹩ 2,8 trilhões para estimular a economia. Para a indústria, são US﹩ 300 bilhões. “Vamos lutar para que medidas de fortalecimento do setor também sejam adotadas no Brasil. Nesse sentido, é fundamental a força e capacidade de mobilização do CIESP, com seus mais de sete mil associados, maior rede representativa do setor no Ocidente, na qual também buscaremos propostas para encaminhar às autoridades competentes”, afirmou Cervone, candidato à presidência da entidade nas eleições de 5 de julho próximo.

  O desenvolvimento da indústria passa, necessariamente, por eficazes políticas locais, considerando as peculiaridades de cada região, bem como a integração das cadeias regionais de valor. Para isso, também é relevante a contribuição da base e o conhecimento dos industriais filiados ao CIESP.

  Cervone lembrou, ainda, a importância da sinergia e união entre a CIESP e o FIESP, para que todas as demandas tenham mais força. Como exemplo, citou a articulação com o Senai-SP e o Sesi-SP, que tem sido fundamental para ações de ajuda à sociedade neste momento complexo da pandemia: “As cozinhas industriais das duas instituições de ensino, que são ligadas à FIESP, produziram 12,5 milhões de refeições no ano passado, distribuídas à população carente. Porém, isso somente foi possível graças à rede do CIESP, inclusive na indicação de organizações sociais sérias para o encaminhamento dos alimentos”.

  O dirigente das duas entidades também apresentou a plataforma de trabalho da Chapa 2 do CIESP, ressalvando que se tratava de uma proposta a ser aperfeiçoada com a sugestão de todos. O plano, intitulado de 5G, numa analogia com essa tecnologia revolucionária, inteligência artificial, robótica, internet das coisas e outros avanços disruptivos, tem cinco princípios básicos: Gente; Gestão; Governança com Responsabilidade Social e Ambiental (ESG); Globalização; e Gosto pela Mudança. “É a indústria em direção à Manufatura Avançada, a nova era do setor, antecipada pela pandemia, com muita valorização do talento humano, compromisso socioambiental, governança responsável e inovadora e inserção mais ampla das empresas no comércio internacional”, frisou Cervone.

Rafael Cerzone aposta na tecnologia de ponta para desenvolver a indústria local

  A maior distrital do mundo

  Leonardo Ugolini, diretor-titular da Distrital Sul do CIESP, salientou que “Rafael Cervone é uma ótima pessoa, com sensibilidade e caráter, que fará excelente trabalho na entidade. É alguém capaz de fazer a diferença, ao contrário do que se assiste na omissão de numerosas autoridades, que não têm ajudado como deveriam as pessoas necessitadas nesta pandemia”.

  Ugolini revelou que a Distrital Sul tem jurisdição sobre área, com 600 mil quilômetros quadrados, onde vivem quatro milhões de habitantes e na qual estão situadas as 300 maiores empresas do Brasil no segmento farmacêutico e quatro mil indústrias. “Abrangemos 25 bairros, incluindo Santo Amaro, na Capital, seis subprefeituras e cinco municípios, que são Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenco da Serra e São Paulo – Zona Sul”, destacou, revelando que os industriais da região, por meio do CIESP, já distribuíram 60 mil marmitas, seis toneladas de alimentos, 15 mil máscaras e mil embalagens de álcool em gel. “Fizemos tudo isso em parceria com o Sesi e o Senai, confirmando o significado da sinergia com a FIESP apontada por Cervone”, ponderou.

Marcos Reis, candidato à sucessão de Ugolini na distrital, também ressaltou a importância de coesão entre as duas entidades da indústria paulista, fator referendado por Luiz Pacheco, vice-diretor da Fiesp na área. Rosely Ugolini, integrante da Chapa 2 nas eleições estaduais, abordou a importância das ações sociais, que já realiza no âmbito da distrital e que pretende ampliar. Flávio Jardim Vital tocou na questão da reforma tributária, incluindo o aperfeiçoamento do Simples, ao que Cervone respondeu tratar-se de uma prioridade, pois “é um absurdo que a indústria tenha recolhido mais impostos do que lucrou em 2020”.

  Garantia de união

  Para o êxito no enfrentamento de todos os desafios, é essencial a coesão e sinergia com a FIESP. Conscientes disso, mas entendendo que cada entidade deve ter diretoria autônoma, as bases empresariais sugeriram e foram atendidas na formulação das chapas para as eleições de 5 de julho: na Chapa 2 do CIESP, Cervone é o candidato a presidente e Josué Gomes, primeiro-vice; na chapa única da FIESP, Josué é o presidente e Cervone, primeiro-vice. Está garantida, assim, a unidade.

  Na Chapa 2 do CIESP, além da grande presença de jovens e pequenos e médios empreendedores, estão representadas todas as 42 diretorias regionais. Há, ainda, forte participação feminina, de 15%, bem como índice de renovação de 52%, ou seja, o percentual de membros que não atuam na presente gestão. Além disso, 78% dos integrantes são do interior.

Este post foi publicado em: Economia, Notícias

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Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, Letras, pela Faculdade Diadema. Pós-Graduado em Estudos Linguísticos e Literários pela Fundação Santo André. Andante das ruas da Cidade Ademar e de toda São Paulo e apaixonado pelas comidas de boteco e futebol, principalmente futebol de várzea.

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