Cidade Ademar, O Bairro
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Cidade Ademar possui cerca de 200 moradores de rua

A região da Cidade Ademar e Pedreira possuem cerca de 200 moradores de rua que circulam pela região. A informação foi passada por alguns agentes da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social que atua em parceria com a ONG Instituto Social Santa Lucia. Por conta da pandemia do Covid-19, estes agentes conversam com estas pessoas  a fim de encaminhá-las para locais apropriados para suas higienes e alimentação e locais para dormir, como o CEU Alvarenga, que foi disponibilizado pela prefeitura.

O número de pessoas nas ruas da região pode variar, para mais ou para menos, pois muitos dos moradores de rua da região possuem casas e por motivos pessoais ou até mesmo por conta de uso de drogas, não querem voltar para as suas residências. Mas há casos de extrema necessidade, principalmente por conta de migrantes, pessoas que vieram de outros estados e não conseguiram emprego e nem mesmo um local para ficar.

“Tem muitas pessoas que estão a passeio, não possuem nenhum contato em São Paulo. Há outras que conhecemos, conversamos com elas e elas voltam para suas residências e semanas depois reaparecem nas ruas”, comentou um agente.

O fato é que todas estas pessoas estão expostas a todos os tipos de violência, doenças, além da necessidade de alimento, moradia, emprego, saúde, entre outros fatores sociais que não têm acesso. Este é o trabalho dos agentes, conversar, orientar e tentar convercer estas pessoas a se recuperarem por meio dos abrigos. “Não damos alimentos, mas tentamos encaminhar estas pessoas para um tratamento humano para que possam se recuperar ou se abrigar”, relatou um agente.

A ONG Intituto Santa Lucia atua com ações de pró-atividade nas abordagens sistemáticas nas ruas se dão com o objetivo de atender crianças, adolescentes, adultos, idosos e famílias em situação de risco pessoal nas ruas. Atua ainda nas diferentes formas de defloramento de direitos básicos que privam os cidadãos das políticas públicas de acesso e que os coloquem em situações de vulnerabilidade ou mesmo de imobilidade social como a permanência nos espaços urbanos de circulação, fazendo desse sua forma de moradia, dentre outras violações como: trabalho infantil, abuso e exploração sexual, drogadição, etc.

Prefeitura disponibiliza mais 400 leitos nos CEUs

A Prefeitura de São Paulo, por meio das secretarias municipais de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e Educação (SME), ampliam hoje (9), em quatro novos Centros Educacionais Unificados (CEUs) mais 400 vagas emergenciais destinadas a pessoas em situação de rua. Em uma ação intersecretarial, a rede de acolhimento da assistência social foi ampliada em espaços cedidos pela Educação para atender o Plano de Contingência para Situações de Baixas Temperaturas 2020, em vigor desde o dia 6/5 e se estenderá até 20 de setembro deste ano.

Os novos Centros de Acolhimentos Emergenciais foram criados nos CEUs Alvarenga (Cidade Ademar), Aricanduva (Itaquera), Tiquatira (Penha) e Meninos (Ipiranga). Cada unidade tem capacidade para atendimento de 100 vagas diariamente. Para apoiar a logística de transporte, foram disponibilizados dois ônibus saindo do Pateo do Colégio para Itaquera.

Os CEUs receberão perfis de públicos distintos. O Alvarenga, localizado na Zona Sul, é destinado para acolher 60 homens, 30 mulheres e 10 mulheres transexuais. Na zona leste, serão acolhidos 100 homens no Aricanduva e 100 mulheres com ou sem crianças no Tiquatira. No CEU Meninos serão acolhidas 100 famílias.

Nos serviços de acolhimento, os conviventes recebem kits de higiene, acesso a banhos e a refeições (café da manhã, almoço e jantar) e contam com espaços de convivência com TVs e jogos, atendimentos psicossociais e orientações preventivas de combate a Covid-19.

A Portaria prevê, também, a ampliação do número de vagas em novos centros de acolhida ou em abrigos emergenciais. Este ano já foram abertas 536 vagas em novos centros instalados em cinco Centros Esportivos e em um Centro de Educacional Unificado (CEU), em Guaianases.

Desde o início das Operações Baixas Temperaturas foram realizados 317.342 mil acolhimentos nos 89 serviços da rede socioassistencial do município destinados a pessoas em situação de rua. É importante destacar que uma pessoa pode ser acolhida mais de uma vez.

Durante o dia, os orientadores socioeducativos que atuam nos Serviços Especializados de Abordagem Social (SEAS) fazem as abordagens em pontos estratégicos da cidade, ofertando encaminhamentos à rede de acolhimento e outros serviços da rede pública. Na madrugada, a abordagem é realizada pela Coordenação de Pronto Atendimento Social (CPAS). O aceite para a rede sócioassistencial é voluntário.

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