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Bancos e Governo dizem: “Quem quer $$”, mas quem precisa não recebe

Desde o inicio da pandemia do Covid-19 medidas dos Governo Federal, Municipais e Estaduais junto com os bancos, iniciaram uma série de medidas de crédito para as pessoas e as empresas. Demorou para que o auxilio de R$ 600 fosse aprovado, pois o valor proposto inicialmente era de R$ 200 e ainda assim, pessoas se aglomeram para tentar fazer o cadastro para aguardarem ainda a aprovação para receber o auxilio. Já para as empresas o Governo agiu mais rápido, mas as exigências são grandes e não incluem empresas endividadas que estão fadadas a falência imediata.

Mas não era tão simples assim, um probleminha se quer no CPF e nada feito, a pessoa não recebe, pois seu cadastro não é aceito. Na última quarta-feira, dia 15, o juiz federal Ilan Presser, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), suspendeu a exigência de regularização do CPF para que a pessoa possa receber o auxílio emergencial de R$ 600. Mesmo assim, as filas nas agências não diminuíram, pois falta acessibilidade e informações às pessoas que mais precisam desta verba.

Mas e quanto às empresas? Ah! Aí o Governo agiu rápido demais, logo na primeira semana o governo federal anunciou uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas para pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses. O programa anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o disponibiliza no máximo R$ 20 bilhões por mês, ou seja, R$ 40 bilhões em dois meses a juros baixíssimos. Uau!!! Caiu como uma luva este montante para futuros investimentos para muitos empresários, que viram uma oportunidade de aprimorarem seus negócios, aproveitando-se da pandemia.

Empresas endividadas – Se uma pequena empresa estava em crise e já possuía uma linha de crédito e estava lutando para sobreviver pagando suas pendências regularmente, mas devido à paralização por conta da pandemia não pode continuar seus compromissos, não podem mais utilizar uma segunda linha de crédito, ou seja, não são contempladas pelas medidas e já estão fechando seus comércios definitivamente, levando a uma série de demissões, que provavelmente irão parar na justiça, por conta da falência destas pequenas empresas.

É preciso que o Governo e o Banco Central repensem de imediato quanto aos critérios de empréstimos para as pessoas físicas e jurídicas para quem já era inadimplente para que possam renegociar a melhor forma suas dividas, caso contrário o impacto na economia será bem maior. Afinal, como diz o apresentador Silvio Santos: “Quem quer dinheiro?”, todos querem, mas da forma coerente, seja por meio do trabalho ou de um empréstimo justo, não apenas para certos grupos de empresários.

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Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, Letras, pela Faculdade Diadema. Pós-Graduado em Estudos Linguísticos e Literários pela Fundação Santo André. Professor da Rede Estadual de Ensino... Amante da literatura e simplesmente andante das ruas de São Paulo e apaixonado pelas comidas de boteco.

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