Crônica
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Você é o que você paga

Por Sérgio Pires – Nossas vidas estão associadas às várias contas que temos que pagar em nosso dia a dia e temos que nos orgulhar de algumas e nos decepcionar com a maioria delas. Algumas fazem jus ao que necessitamos, mas a maioria não serve absolutamente para nada. Começo por este que voz escreve estas linhas, que ao checar meu extrato bancário me decepcionei ao notar em tantas futilidades, mesmo andando sem nenhuma moeda ou nota na carteira ou no bolso, apenas o cartão do banco, que é a prova cabal, pois deixa um enorme rastro no extrato.

Antes, andava com dinheiro vivo, e o meu rastro era o número de objetos que acumulava em casa, como a revistas, jornais, cds, discos e livros. Hoje tenho uma coleção enorme destes objetos, uma coleção de aproximadamente 1 mil discos, hoje reduzida a 500, e o mesmo número de CDs, entre outras tranqueiras que acumulam os espaços de casa.

O escritor Oscar Wilde, dizia que a pessoa é o que ela lê. Neste mesmo raciocínio eu levava no campo da música: “a pessoa é o que ela ouve”. Cansei de ser mal educado quando visitava casa de pessoas e ia logo analisando a estante de CDs ou vasculhando seus discos e livros. Já na casa de amigos ficava encantado quando encontrava algo legal. Hoje, seguindo este preceito, concluo que, “somos o que estamos pagando”.

Ao analisar o rastro do meu extrato bancário, descobri que gosto de comidas e bebidas de boteco; cervejas caras em padarias; doces fora de hora; multas de trânsito; pagamento com juros da conta do celular; saques bancários inúteis, pois não sei que fim levou aquela grana, entre outras despesas bestas. Nada de significativo, como um ingresso para algum show ou teatro, ou até mesmo um presente, um perfume ou uma roupa qualquer.

Logo, cheguei à conclusão que é necessário consumir de forma consciente, não só para nossas finanças pessoais, mas para a construção da nossa própria identidade. Direcionar o nosso dinheiro em coisas úteis traz consequências positivas para a nossa vida como pessoa. Não importa o quanto ganhamos, seja muito, ou pouco, pois na verdade, somos o que pagamos.

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